terça-feira, 1 de julho de 2008

Daqui mais uns três posts já vou poder iniciar dizendo -querido diário.
Tenho medo disso.
Medo da monotonia. Da então talvez provável chance de ficar na mesma.
Preciso de alguém pra me tirar dessa solidããão...
A música me veio a cabeça como um espasmo emocional
=O
Já nem vou a academia. Minha cama já tem um declive. Não que eu esteja gordo.
Tá.
Ainda vivendo em meu sub-mundo musical. Pelo menos não estou ouvindo metal depressivo. Ouço bem mais tribal que é pra me lembrar de uma certa semana excelente que tive.
O celular na mão de um ocioso é tão perigoso quanto na de um bêbado.
No meu caso não fiz besteira. Pensei claro, não nego; mas não deixei em paz quem eu deveria, mexi com quem não devia e nem dei bola pra quem merecia.
Pensando bem, devo fazer isso mesmo constantemente.
Enfim, já mal tenho sono (mentira) por estar ansioso. Estou prestes a rever uma amiga de aanos (sentiram a ênfase nos dois A??). Não nos vemos há um ano e seis meses e... saudades escorrem quando balbucio o nome dela.
Minha parceira e cumplicie. Meu alicerce ou como gosto de chamá-la ''impulso nervoso que faz o meu coração bater forte''

Dai hoje senti-me estagnado.
A sensação veio de ontem, talvez acumulando. É fato saber que isso vai me incomodar pra sempre porque é fato que ninguém muda, nem eu. Mas é mais complicado ainda mais quando se passa por isso.
Complicado morar em um lugar onde cada pessoa carrega um crachar com sexo, cor, estabilidade econômica e carro. Todos com respostas de sim ou não.
Eu já não sei se posso me submeter a isso.
A velha desculpa de permanecer até me estabilizar educa/ecomica/psicologicamente já não me cala a boca.
Já tenho N retrucos guardados prontos para explodirem.
Por isso meus caros, não se assustem se caso um dos próximos posts se intitular ''de volta a belém'' ou ''de vez em sao paulo''.



HuG

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Wicked game

Já percebi que esse será um mês em que mais me encontrarei aqui. Dia tedioso praticamente me obrigou a vir despejar aqui o que me importunava no meu ócio silêncioso e sonolento.
Cabeça cheia desde o último fim de semana.
O que me preocupa? A diversidade de versões que possa existir. Versões de caráter, versões de história e até de humôr.
E então a minha tal ficha caiu, onde descobri/percebi o quanto estava sendo enganado. Agora só me falta descobrir a finalidade, se era para divertimento próprio, se era para me testar ou para me conhecer melhor. Exitem tantas formas de se amar que essa não me surpreenderia.
Surpresa...
há tempos que não fico surpreso.
A última vez foi quando um sorriso me arrancou um outro; mas já nem sei se nisso devo acreditar.
Penso que já nem tenha a liberdade de reclamar, pois como ainda não pago impostos, seja somente um mero aspirante a adulto mimado.
Que seja.
Então me peguei com um cansaço que, cansava-me. Que cansou-me de tanto sentir-me cansado que foi causado por sei lá o que.
Já que eu não faço nada.

Já sinto saudades de quem mal me nota.
Já sinto saudades de quem mal me quer.
Esse sou eu, fazer o que?

Então vejo que a sulução seria cuidar de mim. Cuidar do meu eu para que primeiramente eu não enlouqueça nesse cabo-de-guerra gigante que é a vida.
Opções desleais.
Desnecessárias, diria.
Penso que vá começar a empurrar as coisas com a barriga. Não adianta se esforçar; reconhecimento próprio é um saco. Fora que as vezes é duvidoso.
Vou empurrar o tempo com a barriga para que passe logo, para que chegue o dia em que eu possa finalmente ser eu. Em que possa finalmente sorrir de verdade. O dia em que eu não esteja aqui.





HuG

Avesso (Jorge Vercilo)

Nós já temos encontro marcado
Eu só não sei quando
Se daqui a dois dias
Se daqui a mil anos
Com dois canos pra mim apontados
Ousaria te olhar, ousaria te ver
Num insuspeitavel bar, pra decência não nos ver
Perigoso é te amar, doloroso querer
Somos homens pra saber o que é melhor pra nós
O desejo a nos punir, só porque somos iguais
A Idade Média é aqui
Mesmo que me arranquem o sexo, minha honra, meu prazer
Te amar eu ousaria
E você, o que fará se esse orgulho nos perder?

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

O que eu sinto, meu Deus, é tão forte!
Até pode matar
O teu pai já me jurou de morte por eu te desviar
Se os boatos criarem raízes
Ousarias me olhar, ousarias me ver

Dois meninos num vagão e o mistério do prazer
Perigoso é me amar, obscuro querer
Somos grandes para entender, mas pequenos para opinar
Se eles vão nos receber é mais fácil condenar ou noivados pra fingir
Mesmo que chegue o momento que eu não esteja mais aqui
E meus ossos virem adubo
Você pode me encontrar no avesso de uma dor

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar

No clarão do luar, espero
Cá nos braços do mar me entrego
Quanto tempo levar, quero saber se você
É tão forte que nem lá no fundo irá desejar.



ouvi no carro da Renata...
música rara...
droga =\

domingo, 29 de junho de 2008

Queria escrever-te um poema, algo que falasse da importância que tens e representa no meu dia a dia.
De como és fonte e causador de várias acões na minha vida, já.
Mas me pego mareado, distante e já sem razões de sorrir.
Revejo os factos que me levaram a isso e ainda lagrimando sorrio; pois percebo que se estou assim, triste e saudoso, é porque mexestes comigo, e pra mexer dessa forma, somente sendo especial do jeito que és.
A cada suspiro que dou, a cada distância que vou, a cada 'enfim' que eu digo, um sorriso oculto eu dou.
Enfim...