O gosto fermetado terminou de acordá-lo. A aparência não entregava, visto que tudo estava fechado e ele estava em uma escuridão só, mas o relógio acusava as 16h da tarde. Algustus descobrira pela prática o quanto o álcool resseca o corpo, atravessando a casa cambaleante atraz de água. Viu que aquela morrinha só passaria com um belo banho. Dessa vez uma ducha fria. A respiração e os batimentos aceleravam mais. A água que escorria pelo seu corpo, trazia as lembranças da noite passada, de como havia entrado na boate, da sensação do drink de Loius nas costas... Loius... "será que ele vai ligar?". Essa dúvida não chegou a perturba-lo, mas renderam longos minutos de água pelo ralo.
Enrrolado a toalha na cintura, com os cabelos molhados desceu até a cozinha. Já havia repudiado oficilamente a comida congelada, mas esse era um caso raro, visto que era nele que o estômago insistia em fazer-se presente.
Sentado no sofá com as pernas abertas, Algustus sorriu adimitindo que a fantasia garal dos homens é comer sem roupa assistindo televisão.
Após a refeição não tão saudável, lembrara subtamente que Cassandra poderia ligar, então subiu as escadas para pegar o seu celular. Na volta. o colocou sob a mesa e deitou-se no sofá agora assistindo um documentário sobre a mitologia grega. Algustus gostava muito das histórias, a complexidade das histórias o faziam crer que aquilo existiu um dia. "Segundo a mitologia grega, as almas gêmeas existiam desde os tempos em que Vênus e Eros criaram o amor e a harmonia.
Tudo começou no Olimpo ha muitos milênios atrás, quando a civilização era habitada por seres míticos, que possuiam quatro braços, quatro pernas, duas cabeças, dois troncos, sendo um feminino e outro masculino, masculino e masculino, feminino e feminino, mas com apenas uma alma, rica em harmonia e amor.
Os Deuses, com inveja da "sintonia" entre almas dos míticos, ficaram enfurecidos e assim começou uma grande batalha. Utilizaram como armas uma duradoura chuva com trovões e relâmpagos. Vênus e Eros tentaram impedir esta guerra, mas não obtiveram sucesso. Os relâmpagos atingiam os seres de uma forma brutal, separando os corpos em dois e também suas almas ao meio.
Nesta confusão, estes corpos foram arrastados pelas águas, e assim se perderam uns dos outros, ficando sozinhos mas sobrevivendo. Foram dois dias e duas noites de fúria dos deuses, e ao término da batalha, cada ser separado iniciou a busca de sua outra metade, a sua "Alma Gêmea".
O intervalo o possibilitou de mudar a posição da cabeça. Olhava distante ao pensar no que ele ouviu. Pensava como o mundo seria mais simples se as pessoas entendessem. Pensava enquanto seu olhos lentamente iam se fechando...
Um zumbido tornava-se frequente até conseguir despertar Algustus que dormia...
Se deu conta de que era o celular poucos segundos antes da ligação se perder...
Tomou o celular meio que sem vontade, pensando que fosse Cassandra. Uma voz grave do outro lado da linha.
-Algustus?
-Sim.
-Ser Louis. Como está? Encomodo?
-Não, não... tô bem... e você?
-Bem, você estava dormindo?
-Tava, não. Tava só cochilando. Pensei que não ias ligar.
-Só estava bêbado. Podemos sair hoje? Não conheço a cidade direiro.
-Eu também não Louis...
-Ótimo, serão dois com em único golpe. As nove?
-Estarei pronto.
-Au revoir.
-Tchau.
Deito-se novamente. Aquilo tudo estava sendo novo, quer dizer, Algustus era tímido mas era sociável, falava, comprimentava todos quando necessário e tinha uma amizade com Fábio e Diogo, mas sair pela noite e fazer uma amizade tão expontânea assim lhe causava um pouco de frio na barriga. E isso era bom. Era um fim de tarde mas era de um verão... o calor o fizera suar. Passava a mão no peito úmido enquanto olhava as suas pernas, a toalha já não cobria mais nada.
Olhava seu corpo nú. Algustus já havia tido o seu primeiro beijo, com a prima de Diogo aos 14 anos, mas ainda era virgem.
Nessa besteira de cochilo e de sonhar acordado já se passaram algumas horas e num súbto despertar Algustus subiu para tomar um banho e se trocar.
Louis era parisiense. Tinha 18 anos e fazia faculdade de jornalismo. Era um loiro de um metro e oitenta e cinco de altura. Um corpo moldado pela diária hipertrofia provocada pelas horas na academia. Tinha olhos de um verde como vidro corado, com alguns raios cor de mel, como um crisântemo com as pétalas mais longas e finas. Sua barba vinha até o pescoço e era de um ruivo gracioso. Por isso a mantinha cerrada ou bem feita. Seu nariz era aquilino. Em uma pensão, com o supervisor de seu curso e mais vinte alunos, Loius estava hospedado. Havia tido sorte pois Marrice e Claude puderam vir nesse intercâmbio com ele. Eram inseparáveis. Não amigos, cúmplices, Marrice deixava isso bem claro. Sempre riam disso.
Louis não havia dito que o supervisor havia deixado claro que se eles saisses, teriam de voltar antes da meia-noite. Ele faria como na noite passada, pediria cobertura para uma das camareiras que não via como dizer não a aqueles belos rapazes, um loiro, outro com cabelos negros e um com a pela amorenada, todos europeus.
As 21h Louis ligou para Algustus e eles se encontraram então na praça central da cidade. Estava tudo movimentado, lembrando de que era a noite de um sábado. Foram feitas as apresentações, risos a parte. Como Algustus também não conhecia a noite, resolveu pedia ajuda novamente a Carlos, o motorista da noite passada.
-15 minutos. Tudo bem?
-Claro.
Trocados alguns olhares, Marrice e Claude foram procurar cigarros. Logo perto havia um daqueles bancos de praça perto de um poste com a luz desligada. Como só o que iluminava era a meia luz dos postes próximos, tudo se resumia a uma leve penumbra. Quase de tom sépia.
Sentados, Louis e Algustus, o último olhou para o lado depois de um tempo, e viu sendo olhado fixamente.
-O que foi, meu rosto está sujo?
-Não, Algustus, apesar da pouca luz, o teu rosto tem uma claridade própria. Seria impossível de tirar uma foto legivel agora aqui, mas posso ver cada sombreado do teu rosto... Desculpas, faço jornalismo e aprendi a desenvolver o meu senso crítico.
Algustus ficara tímido.
-Pelo menos foi uma crítica boa.
Um singelo sorriso.
-Pensei que tivesse de dar bebida a você para que pudesse ver novamente o teu sorriso.
O sorriso se abriu de vez.
-Amanhã você estará ocupado?
-Não. não. Tô de férias.
-Ótimo. Preciso que me leve ao seu lugar predileto. Quero tirar umas fotos.
-Como sabes se tenho um lugar assim?
-Sinseridade...(então Loius aproximou o rosto do de Algustus de modo que o último mantesse um movimento quase vibratório de seus olhos em direção a sua boca e aos seus olhos o deixando em uma dúvida insuportável...) alguém com um sorriso dessa beleza pode ter qualquer coisa, e não me adimiraria se tivesse um mundo só seu.
Algustus virou o rosto envergonhado. Seu coração batia tão forte que não disfarçou a mão no peito para tentar abafar o barulho que para ele era ensurdecedor.
-Tem um lugar que gosto de ir, fica em uma...
Então Louis pôs na frente dos lábios de algustus, quase tocando, seus dois dedos... A respiração de algustus era quente...
-Não diga. Confio em você.
Claude gritou e então os dois se levantaram rumo ao carro. Pensava em tudo o que havia acontecido. Isso agora começava a perturba-lo. Estava tudo sendo muito intenso, como o mês de outubro era para ele. Pensava em ir embora
-Você quer?
Louis havia lhe oferecido pastinhas. Ele aceitou e pôs na boca.
Olhou para Louis que logo lhe respondeu com um sorriso. As balas eram cítricas, pra ser mais preciso, de laranjas. Se esse era um tipo de sinal para que ele não fosse, havia funcionado.
Algustus fora na frente. Conversaram e resolveram ir para um bar até que pudesse ser tarde o bastante para se ir a uma boate. Louis queria dançar novamente.
Na mesa para quatro, uma rodada de tequila para celar as surpresas da vida.
Descia rasgando em Algustus, e todos riram ao vê-lo se abanar por efeito do 1° estágio da bebida. Ficara sem graça, então Louis pusera o braço em seus ombros.
-Está tudo bem.
Se era a bebida ou não, não importava. Se sentia protegido. A sensação calorosa que os três e o próprio ambiente lhe causava era boa demais para ser desperdiçada por medos de incertezas.
O bar Lumina trazia uma decoração diferenciada. Em vez de luzes no teto, cada mesa (de muitas) tinha uma própria luminária em forma de bola que emanava uma fuz fosca, que pendia de longos fios que vinham do teto. As luminárias ficavam a um metro da mesa, dando calor ao clima na mesa, fazendo Algustus se soltar.
A fumaça iluminada e Portishead em surround envolviam a mesa. Podia-se imaginar muitas coisas, assitindo ao balé que a brisa a obrigava dançar. Algustus não gostava de cigarros, na verdade não gostava dos de Cassandra, o qual cada baforada vinha carregada de tudo, menos de coisas boas; bem diferente daquela fumaça na mesa, que trazia calor, risos e mais risos.
Na brincadeira de cada um falar um pouco de si, Claude e Marrice se puseram a frente da responsabilidade de apresentar Algustus a sua própria cidade.
-Acredite Algustus, não é uma de minhas van filosofias alcoólicas...
-Acredite Algustus, ele é bom nessa última ciência...
Louis o interrompeu dando pausa para gargalhadas...
-Enfim... costumo dizer que o dia tem suas belezas, mas se prestares atenção, a luz que nos ilumina é tão distante... traz histórias tristes daqueles que tentaram alcança-la... já a noite (Claude tocou a iluminária com a mão) ela se faz presente e tão próxima como se quisesse ser tocada...
Marrice puxou palmas e no fim todos riram.
Uma, duas três horas se passaram. Podiam até ficar ali, mas tinha-se muito a acontecer. Palavras de Louis depois de olhar Marrice, Claude e por fim Algustus.
John John, Johnnies, Johnzinho, Jontex, J.J. . 21 anos. Estudante de Direito. Vigoréxico. Narcisista. Disc Jockey. Flagger. Massificação de intelecto atravéz de experiências cotidianas.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
III
A bebida diurético o fizera sentir vontade de ir ao banheiro. Olhou para frente e viu dois bonequinhos, um rosa e um azul(ambos com chifres, vale ressaltar) que lhe indicavam o caminho. Olhar aquela pista cheia de cima não o motivava nenhum pouco, visto que se não fosse a dor na bexiga, deixaria para depois. Com a garrafa pela metade na mão, seguiu em direção as escadas. Estava tonto, mas tivera a certeza de que uma música já havia passado e ele somente estava no meio da pista. Era difícil passar, e não era o único a enfrentar o sufoco de uma bexiga apertada. Um homem barrigudo, daqueles que exibe as esposas, namoradas, putas seja lá o que sejam, se emputeceu(puta, emputeceu... enfim!) e empurrara um rapaz que segurava um drink. Para a sorte desastrada de Algustus, aquela bebida escorria por suas costas quentes. Estava gelada, mas para as costas dele, pareciam punhais a rasgarem-na. Se contorcera e fizera uma cara de dor.
-Pardon! Je suis vraiment désolé. Desculpe-me!
O pobre rapaz parecia ter assumido a culpa dele por estar com aquele drink e do barrigudo por ter nascido ignorante. Franziu a testa e olhara Algustus como se assumisse a culpa de todos naquela boate seja lá por quais motivos. Algustus deixara pra lá. Não por estar bêbado, mas sabia que aquilo fazia parte. Poderia ter a expressão fechada, mas Algustus era todo pacífico.
-Tá tudo bem. Relaxa.
Aquela agonia gelada só almentava a sua vontade de urinar. Chegara a lagrimar quando terminou. O alívio quase lhe fizera suspirar, mas Algustus o deteve. A mancha molhada já não ardia mais. Já estava um pouco suado, então não faria tanta diferença agora.
De frente para o espelho e enxugando as mãos, Algustus não pode deixar de reparar no forte sotaque do loiro que insistia em se desculpar pela bebida.
-Você veio aqui só para se desculpar?
-Sim.
-Se merecias um castigo, já o tiveras enfrentando essa multidão de gente.
Riram. Estendeu a mão e se apresentara como Louis.
Perguntara mais duas vezes se estaria mesmo bem antes de Algustus voltar para o camarote. Olhou para trás e levantara o polegar em resposta a aquele olhar preocupado. E lá se afastava a mancha nas costas de Algustus, se perdendo pela multidão.
Abriu mais uma cerveja se lembrando do episódio recente. E arriscara uma gargalhada solítária ao ver que havia um banheiro vip há menos de três metros de sua mesa.
Já eram três e vinte e dois e a pista agora começava, vagarosamente a esvaziar. Seu balde já era quase todo água. As garrafas vazias formavam uma fileira na mesa.
-Mais uma e eu vou embora.
Algustus se referia a música. Logo se deu conta que a batida trazia consigo "One more time" do Daft Punk, banda que ele tanto gostava. Fechou os olhos e, participou da dublagem coletiva.
A noite não poderia ter sido melhor, ou se sim, o álcool o impedia de ter imaginado como.
Terminada, como prometido, Algustus ruma em direção a escada. Um pouco difícil de ir até a saída, não por estar lotada, mas é que caminhar cruzando as pernas, torna-se uma tarefa para experiêntes.
A noite resfriara a brisa mesmo sendo início de verão.
Pegou o celular, e coçando a cabeça, tentava encontrar o número do motorista na agenda
-Posso ajudar-te?
Uma voz grave ditou isso por cima do seu ombro. Disfarçando o arrepio, virou-se rapidamente e vira que era Louis.
-E ai guri? Tudo bem?
-Tudo. E com você?
-Ainda.
O sorriso de Louis o lembrara do episódio, e a então tontura fizera rir do que havia acontecido, contagiando Louis.
Louis reclamara de cansaço, então Algustus o convidou para sentar-se ao seu lado em um canteiro do outro lado da rua. Enquanto na batalha para encontrar o numero do taxista, a conversa se desenrolava facilmente. Quando não era Louis, Algustus mesmo puxava assunto, e ambos não reparavam no tempo que passava.
-Perdoe-me, mas creio estar te segurando aqui... Não se sinta preso, podes ir quando quiseres.
-Não cara, imagina. Tô tentando achar o número do motorista, mas tá difícil.
Algustus ao ter puxado o jeans para sentar, não reparou no que o seu bolso havia cuspido. A penas uma ponta de um papel que fora visto por Louis.
- Não seria isso aqui?
-Nossa, que pateta que eu sou. E tava procurando há um tempão na agenda!
-Pateta, não!
-Desculpa perguntar, mas de onde és?
-O sotaque entrega-me?
-Também, mas o que mais chamou a atenção é que falas muito certinho...
-Paris. Participo de um intercâmbio escolar. Em meu colégio, os alunos que falam alguma língua fluentemente, tem o direito de visitar o país de origem.
-Ah, legal. Então tenho até o fim do intercâmbio para te ensinar a falar errado como eu.
Algustus não fazia a mínima idéia de onde saíra tanta espontaneidade. Poderia até ser pelo álcool, mas que o estava ajudando bastante estava, pois além de prolongar a conversa, provocava sorrisos a toa em Louis, que se não fosse pela noite, Algustus teria a certeza de que tratava de um reflexo do sol.
A chegada do motorista trazia junto a lembrança do seu nome, e também o término da conversa que passava de uma hora. Louis guardava o seu número, e um longo abraço (Louis também havia bebido) encerrava a despedida.
Entrara no carro. Louis acendera um cigarro. Agora Louis, a fumaça de seu Marlboro e a boate ficavam para trás.
Algustus não pensava em nada, somente sentia a gostosa brisa gelada em seu ser.
Estava do jeito que imaginara. Do jeito que queria.
-Era um amigo seu?
-Hã? Ah! Sim. Sei lá... Ele derramou bebida em mim e tava se desculpando.
Carlos olhara Algustus por uns segundos a mais pelo morcego do carro. Viu que passava a mão na cabeça tentando enxergar as oras... Sua tentativa foi em vão então resolveu encostar a cabeça que agora estava toda descabelada.
Sorriu e voltou a sua atenção a rua.
Carlos esperou dentro do carro Algustus entrar.
Passara pela porta. Ligara o alarme. Checou as fechaduras e subira as escadas.
Ao cochilar, babuciou o nome de Louis por 3 vezes.
As roupas ficaram aos pés da cama, onde Algustus dormia um sono merecido.
-Pardon! Je suis vraiment désolé. Desculpe-me!
O pobre rapaz parecia ter assumido a culpa dele por estar com aquele drink e do barrigudo por ter nascido ignorante. Franziu a testa e olhara Algustus como se assumisse a culpa de todos naquela boate seja lá por quais motivos. Algustus deixara pra lá. Não por estar bêbado, mas sabia que aquilo fazia parte. Poderia ter a expressão fechada, mas Algustus era todo pacífico.
-Tá tudo bem. Relaxa.
Aquela agonia gelada só almentava a sua vontade de urinar. Chegara a lagrimar quando terminou. O alívio quase lhe fizera suspirar, mas Algustus o deteve. A mancha molhada já não ardia mais. Já estava um pouco suado, então não faria tanta diferença agora.
De frente para o espelho e enxugando as mãos, Algustus não pode deixar de reparar no forte sotaque do loiro que insistia em se desculpar pela bebida.
-Você veio aqui só para se desculpar?
-Sim.
-Se merecias um castigo, já o tiveras enfrentando essa multidão de gente.
Riram. Estendeu a mão e se apresentara como Louis.
Perguntara mais duas vezes se estaria mesmo bem antes de Algustus voltar para o camarote. Olhou para trás e levantara o polegar em resposta a aquele olhar preocupado. E lá se afastava a mancha nas costas de Algustus, se perdendo pela multidão.
Abriu mais uma cerveja se lembrando do episódio recente. E arriscara uma gargalhada solítária ao ver que havia um banheiro vip há menos de três metros de sua mesa.
Já eram três e vinte e dois e a pista agora começava, vagarosamente a esvaziar. Seu balde já era quase todo água. As garrafas vazias formavam uma fileira na mesa.
-Mais uma e eu vou embora.
Algustus se referia a música. Logo se deu conta que a batida trazia consigo "One more time" do Daft Punk, banda que ele tanto gostava. Fechou os olhos e, participou da dublagem coletiva.
A noite não poderia ter sido melhor, ou se sim, o álcool o impedia de ter imaginado como.
Terminada, como prometido, Algustus ruma em direção a escada. Um pouco difícil de ir até a saída, não por estar lotada, mas é que caminhar cruzando as pernas, torna-se uma tarefa para experiêntes.
A noite resfriara a brisa mesmo sendo início de verão.
Pegou o celular, e coçando a cabeça, tentava encontrar o número do motorista na agenda
-Posso ajudar-te?
Uma voz grave ditou isso por cima do seu ombro. Disfarçando o arrepio, virou-se rapidamente e vira que era Louis.
-E ai guri? Tudo bem?
-Tudo. E com você?
-Ainda.
O sorriso de Louis o lembrara do episódio, e a então tontura fizera rir do que havia acontecido, contagiando Louis.
Louis reclamara de cansaço, então Algustus o convidou para sentar-se ao seu lado em um canteiro do outro lado da rua. Enquanto na batalha para encontrar o numero do taxista, a conversa se desenrolava facilmente. Quando não era Louis, Algustus mesmo puxava assunto, e ambos não reparavam no tempo que passava.
-Perdoe-me, mas creio estar te segurando aqui... Não se sinta preso, podes ir quando quiseres.
-Não cara, imagina. Tô tentando achar o número do motorista, mas tá difícil.
Algustus ao ter puxado o jeans para sentar, não reparou no que o seu bolso havia cuspido. A penas uma ponta de um papel que fora visto por Louis.
- Não seria isso aqui?
-Nossa, que pateta que eu sou. E tava procurando há um tempão na agenda!
-Pateta, não!
-Desculpa perguntar, mas de onde és?
-O sotaque entrega-me?
-Também, mas o que mais chamou a atenção é que falas muito certinho...
-Paris. Participo de um intercâmbio escolar. Em meu colégio, os alunos que falam alguma língua fluentemente, tem o direito de visitar o país de origem.
-Ah, legal. Então tenho até o fim do intercâmbio para te ensinar a falar errado como eu.
Algustus não fazia a mínima idéia de onde saíra tanta espontaneidade. Poderia até ser pelo álcool, mas que o estava ajudando bastante estava, pois além de prolongar a conversa, provocava sorrisos a toa em Louis, que se não fosse pela noite, Algustus teria a certeza de que tratava de um reflexo do sol.
A chegada do motorista trazia junto a lembrança do seu nome, e também o término da conversa que passava de uma hora. Louis guardava o seu número, e um longo abraço (Louis também havia bebido) encerrava a despedida.
Entrara no carro. Louis acendera um cigarro. Agora Louis, a fumaça de seu Marlboro e a boate ficavam para trás.
Algustus não pensava em nada, somente sentia a gostosa brisa gelada em seu ser.
Estava do jeito que imaginara. Do jeito que queria.
-Era um amigo seu?
-Hã? Ah! Sim. Sei lá... Ele derramou bebida em mim e tava se desculpando.
Carlos olhara Algustus por uns segundos a mais pelo morcego do carro. Viu que passava a mão na cabeça tentando enxergar as oras... Sua tentativa foi em vão então resolveu encostar a cabeça que agora estava toda descabelada.
Sorriu e voltou a sua atenção a rua.
Carlos esperou dentro do carro Algustus entrar.
Passara pela porta. Ligara o alarme. Checou as fechaduras e subira as escadas.
Ao cochilar, babuciou o nome de Louis por 3 vezes.
As roupas ficaram aos pés da cama, onde Algustus dormia um sono merecido.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
II
Terminado as sei lá quantas voltas, visto que estava tão distante que até esquecera de contas as voltas, mas sabia que eram bastantes pois o deixara cansado, sentou a beira da piscina e, balançando os pés n'água não podia esconder a sua ansiedade em sair. Dava-lhe uma sensação de liberdade. Sentia-se como um completo homem por sentir que cumprira as suas obrigações semanais e, ao fim de semana, poder sair para dançar, ou só esquecer, ou só não pensar em nada. Orgulhava-lhe os colhões. Entrara no vestiário. Estava vazio. Ao passar pela frente de um grande espelho que cobria metade de uma parede, olhou bem para a sua imagem. Olhara bem o desenho de seu tórax bem definido, dos braços e ombros torneados que entravam em contraste com sua barriga. Viraria e veria suas costas musculosas. Parece estranho, mas Algustus ainda não havia se olhado daquele jeito. Tinha um corpo perfeito. Olhou bem o formato de seu maxilar, o seu pomo de Adão que parecia querer rasgar a pele de seu pescoço.
Admirou-se até tomar conta de que estava ali há um bom tempo. Trocou-se e foi caminhando para casa.
Algustus era um belo calcaziano, com músculos perfeitamente em harmonia compondo seus um metro e oitenta e dois de altura. Animou-se tendo percebido o quanto havia ganho corpo devido aos sete anos de natação. Isso alimentava ainda mais a suam vontade de sair.
Ainda a caminho, passara por um bar chamado "Budapeste". A decoração chamou a sua atenção.
Era tudo característico do lugar. Algustus dissera que iria a este lugar, mas não hoje, hoje ele queria dançar, ouvir música alta.
-Ainda virei aqui, com a companhia certa!
Tirando o resto do cloro do corpo com a cabeça em baixo da ducha quente, via que a sua cabeça estava a mil. Pensava em tudo ao mesmo tempo, e no fim parecia que não havia pensando em nada durante os dez minutos que, pareceram ter ido pelo ralo junto com os litros e litros d'agua.
Eram vinte três horas e doze minutos quando ainda enrrolado na toalha, Algustus abrira o closed para escolher a roupa para sair. Eram tantas, e em sua maioria novas, pois não tinha costume de sair. Essa seria a sua 1° noite sozinho. Então decidiu não exagerar. Puxou uma skinny preta com uma lavagem cinza, calçou um Herchcovitch marron baixo, um cinto prateado com uma fina listra em neon verde. Puxou uma blusa preta, porém quando levantou para vesti-la, sem querer olhou-se ao espelho e viu o seu corpo... trocou a blusa por uma t-shirt cinza com estampas não tanto chamativas, visto que por ser justa, o seu corpo faria o resto. Armani Black Code(uma borrifada em si, outras duas no ar). Algustus ligou para um motorista, que chegou depois de cinco minutos.
Com a carteira no bolso, sentia-se armado. Não pelo fato do dinheiro, mas é que sua empolgação e sua disposição exalavam e se misturavam com o perfume, o deixando excitado e excitante.
Entrou pela porta de trás.
-Para onde, senhor?
Algustus não fazia idéia. Andava muito pela cidade mas de dia. Então resolveu perguntar ao motorista, se ele podia lhe indicar um lugar, a melhor casa noturna da cidade. Ao mesmo tempo teve receio, pois nem sempre a opinião de um taxista é uma boa.
-Senhor, há a Hell. Sempre lota.
Hell... o nome lhe chamara atenção.
-Siga.
-Pra lá mesmo?
-Sim, por favor.
Inferno! Um bom capítulo para as suas futuras memórias. Algustus riu.
-Perdão, senhor?
-Nada não.
Algustus pagara a corrida e junto com o troco, o telefone do taxista pedido por ele que agora se apresenta como Carlos. Disse que ligaria quando precisasse.
Mesmo com dezesseis anos, seu tamanhão não o entregava, e como um flash, antes de se aproximar do segurança da boate, lembrara de uma das conversas com Fábio e Diogo. "Porra Algustus, pra ti fica mais fácil, é só fechar a cara, e olhar seja lá o tamanho do porra por cima desse teu narizinho ai..." Algustus tinha o nariz delicado e afilado.
Um vestígio de sorriso no canto da boca surgira, depois de ter passado pelo segurança sem nenhuma preocupação. Olhou a tabela de preços e pediu um ingresso na parte vip. Como não conhecia nem a casa e possivelmente ninguém lá dentro, resolveu ficar em um lugar com poucas pessoas, como se quisesse começar devagar. Pagou com o cartão setenta reais por uma pulseira em azul neon. Pensara:
-Se isso não valer a pena, será um roubo.
Já se podia sentir o lugar. Lasers verdes e azuis desenhavam sob a glicerina em vapor. Havia uma grande pista, onde várias, muitas pessoas dançavam. Algustus por um momento ficara impressionado, visto que todos dançavam ou de olhos fechados, ou de braços erguidos, como se quisessem se renovar, ou cantando, porém acabava parecendo uma dublagem, visto que a música estava em um volume alto. Porém, todos sorriam.
O bar era circular, todo em pastilhas de mármore Carrara em um degradê em preto, vermelho e laranja.
-Uma skol beats!
Algustus já havia bebido, com Fábio e Diogo. Daquelas que experimentou, essa o agradou mais. Dizia que o gosto era mais apurado. Mais forte. Seu primeiro porre foi em seu quarto, na presença dos dois amigos ouvindo Daft Punk.
A luz negra fazia a parte branca de seus olhos castanhos brilharem, junto com a pulseira que logo o entregara, e também a faixa neon em seu cinto, visto que além da blusa ser justa, era também curta.
A parte vip era toda fracionada e ficava há uns dois metros do chão da pista principal. De repente vira na cabeça o porque de na recepção terem lhe perguntado o seu nome. Será que iriam rastreá-lo para ver a sua idade? Até que tudo foi esclarecido, quando se deparou com um camarote fechado com uma pequena correntinha, cuja tinha uma mesa da cor de sua pulseira, e sobre, um cartão de visitas com o seu nome escrito em vermelho.
-Ééé, o atendimento aqui é bom!
A batida frenética o fazia tranquilo. Acreditava que para qualquer pessoa, conseguir com êxito o que planejava, explicaria essa sensação gostosa.
Dera mais um gole quando prestara atenção e vira um balde com cinco garrafas da mesma bebida que estava tomando e junto um cartão que foi deixado em sua mesa. Não via ninguém, apenas a correntinha balançando. Algustus riu quando terminou de ler o cartão que dizia "Com os cumprimentos da casa. The Devil".
Ao mesmo tempo tocava "One night in Bangkok". Algustus conhecia a música, e então permitíra o som bate-estacas o levar.
Admirou-se até tomar conta de que estava ali há um bom tempo. Trocou-se e foi caminhando para casa.
Algustus era um belo calcaziano, com músculos perfeitamente em harmonia compondo seus um metro e oitenta e dois de altura. Animou-se tendo percebido o quanto havia ganho corpo devido aos sete anos de natação. Isso alimentava ainda mais a suam vontade de sair.
Ainda a caminho, passara por um bar chamado "Budapeste". A decoração chamou a sua atenção.
Era tudo característico do lugar. Algustus dissera que iria a este lugar, mas não hoje, hoje ele queria dançar, ouvir música alta.
-Ainda virei aqui, com a companhia certa!
Tirando o resto do cloro do corpo com a cabeça em baixo da ducha quente, via que a sua cabeça estava a mil. Pensava em tudo ao mesmo tempo, e no fim parecia que não havia pensando em nada durante os dez minutos que, pareceram ter ido pelo ralo junto com os litros e litros d'agua.
Eram vinte três horas e doze minutos quando ainda enrrolado na toalha, Algustus abrira o closed para escolher a roupa para sair. Eram tantas, e em sua maioria novas, pois não tinha costume de sair. Essa seria a sua 1° noite sozinho. Então decidiu não exagerar. Puxou uma skinny preta com uma lavagem cinza, calçou um Herchcovitch marron baixo, um cinto prateado com uma fina listra em neon verde. Puxou uma blusa preta, porém quando levantou para vesti-la, sem querer olhou-se ao espelho e viu o seu corpo... trocou a blusa por uma t-shirt cinza com estampas não tanto chamativas, visto que por ser justa, o seu corpo faria o resto. Armani Black Code(uma borrifada em si, outras duas no ar). Algustus ligou para um motorista, que chegou depois de cinco minutos.
Com a carteira no bolso, sentia-se armado. Não pelo fato do dinheiro, mas é que sua empolgação e sua disposição exalavam e se misturavam com o perfume, o deixando excitado e excitante.
Entrou pela porta de trás.
-Para onde, senhor?
Algustus não fazia idéia. Andava muito pela cidade mas de dia. Então resolveu perguntar ao motorista, se ele podia lhe indicar um lugar, a melhor casa noturna da cidade. Ao mesmo tempo teve receio, pois nem sempre a opinião de um taxista é uma boa.
-Senhor, há a Hell. Sempre lota.
Hell... o nome lhe chamara atenção.
-Siga.
-Pra lá mesmo?
-Sim, por favor.
Inferno! Um bom capítulo para as suas futuras memórias. Algustus riu.
-Perdão, senhor?
-Nada não.
Algustus pagara a corrida e junto com o troco, o telefone do taxista pedido por ele que agora se apresenta como Carlos. Disse que ligaria quando precisasse.
Mesmo com dezesseis anos, seu tamanhão não o entregava, e como um flash, antes de se aproximar do segurança da boate, lembrara de uma das conversas com Fábio e Diogo. "Porra Algustus, pra ti fica mais fácil, é só fechar a cara, e olhar seja lá o tamanho do porra por cima desse teu narizinho ai..." Algustus tinha o nariz delicado e afilado.
Um vestígio de sorriso no canto da boca surgira, depois de ter passado pelo segurança sem nenhuma preocupação. Olhou a tabela de preços e pediu um ingresso na parte vip. Como não conhecia nem a casa e possivelmente ninguém lá dentro, resolveu ficar em um lugar com poucas pessoas, como se quisesse começar devagar. Pagou com o cartão setenta reais por uma pulseira em azul neon. Pensara:
-Se isso não valer a pena, será um roubo.
Já se podia sentir o lugar. Lasers verdes e azuis desenhavam sob a glicerina em vapor. Havia uma grande pista, onde várias, muitas pessoas dançavam. Algustus por um momento ficara impressionado, visto que todos dançavam ou de olhos fechados, ou de braços erguidos, como se quisessem se renovar, ou cantando, porém acabava parecendo uma dublagem, visto que a música estava em um volume alto. Porém, todos sorriam.
O bar era circular, todo em pastilhas de mármore Carrara em um degradê em preto, vermelho e laranja.
-Uma skol beats!
Algustus já havia bebido, com Fábio e Diogo. Daquelas que experimentou, essa o agradou mais. Dizia que o gosto era mais apurado. Mais forte. Seu primeiro porre foi em seu quarto, na presença dos dois amigos ouvindo Daft Punk.
A luz negra fazia a parte branca de seus olhos castanhos brilharem, junto com a pulseira que logo o entregara, e também a faixa neon em seu cinto, visto que além da blusa ser justa, era também curta.
A parte vip era toda fracionada e ficava há uns dois metros do chão da pista principal. De repente vira na cabeça o porque de na recepção terem lhe perguntado o seu nome. Será que iriam rastreá-lo para ver a sua idade? Até que tudo foi esclarecido, quando se deparou com um camarote fechado com uma pequena correntinha, cuja tinha uma mesa da cor de sua pulseira, e sobre, um cartão de visitas com o seu nome escrito em vermelho.
-Ééé, o atendimento aqui é bom!
A batida frenética o fazia tranquilo. Acreditava que para qualquer pessoa, conseguir com êxito o que planejava, explicaria essa sensação gostosa.
Dera mais um gole quando prestara atenção e vira um balde com cinco garrafas da mesma bebida que estava tomando e junto um cartão que foi deixado em sua mesa. Não via ninguém, apenas a correntinha balançando. Algustus riu quando terminou de ler o cartão que dizia "Com os cumprimentos da casa. The Devil".
Ao mesmo tempo tocava "One night in Bangkok". Algustus conhecia a música, e então permitíra o som bate-estacas o levar.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
I
Era calado, na sua; mas sentava-se no meio da sala. Nem muito atrás, nem muito na frente. No meio.Não era de tirar notas máximas, fato que deixava Cassandra pocessa, mas ele nem ligava, já tinha na cabeça a idéia de que aquilo no final serviria somente para ele, e ninguém mais. E para ele, era o bastante. Fábio e Diogo o conheciam há uns 4 anos. Costumavam jogar vídeo-game juntos, nas tardes em que Algustus não tinha treino(quando era mais novo, ele treinava pela tarde). Só nesse ano, talvez pelo fato de terem ingressado outros alunos no colégio, (ou por destino, para quem compartilha dessa idéia; respeito) Algustus ficou separado dos dois.
Diogo estava namorando, e Fábio arranjara outros amigos que compartilhavam dos mesmos gostos. Isso fez com que seus diálogos se resumissem a apenas os 30 minutos do intervalo das aulas. Algustos não demonstrava, talvez por saber (experiência própria) que na mesma facilidade que as coisas vêm, vão também, mas sentia falta dos dois. E ele via que Fábio e Diogo também sentiam isso. Percebia, quando via que por todos os dias, a campainha do término do intervalo atrapalhava, sempre, a conversa dos três. Percebia quando via que nenhum deles, nem mesmo ele, sabia como se despedir. Via isso nas cabeças baixas. Percebia o último por sua cabeça também estar baixa.
Ele poderia achar aquele fim de semestre monótono como todos os outros. Não imaginava de onde aquele cheiro cítrico, trazido pelo vento poderia vir. Só que era agradável.
Chegava as ferias, e junto o verão. Os alunos que haviam passado, foram dispensados mais cedo. Algustus fora direto para casa, a pedido de Cassandra através de uma ligação. Avisava-o de que teria de ir para a Suíça a trabalho, e que ficaria o mês todo fora. Algustus não se abalou, e Cassandra menos ainda. Ela conhecia o ego( ela conhecia por ego, mas chamo de mentalidade) dele, e sabia que não seriam influências que abalariam as responsabilidades dele. Tinha certeza de que tudo estaria no mesmo lugar quando retornasse.
Porém, vendo a sua reação, quer dizer, a sua não-reação pois após ela ter-lhe informado, ele sentara no sofá e perguntara se era tudo, ela lhe perguntou se ele faria questão de uma secretária para tomar conta das tarefas domésticas... Algustus a interrompeu e, por poucos segundos a deixou com um nó na garganta a fazendo ouvir que desde os 10 anos de idade ele sabia muito bem lavar seus próprios fundilhos, visto que Cassandra não adimitia que pessoas estranhas frequêntassem sua casa, não se importando com nada, a não ser ao seu próprio umbigo.
-Não se preocupe comigo.
Talvez Cassandra o visse como um fiel escudeiro, e não como um filho. Estudando em colégios particulares, tendo uma educação aprimorada por mestres e doutores. Tudo para dar continuidade no que ela havia começado. Como se ela ainda quisesse viver depois de morta. Ele pelo menos pensava assim.
Sentira que aquele nó não seria difícil de ser engolido, mas que incomodaria sua mãe, resolveu subir as escadas. Jogou a mochila no chão e tirava a blusa enquanto ouvia Cassandra tirar o carro da garagem. Ele a olhou afastando-se. Sem despedidas.
Por uns minutos ficou na janela de olhos fechados, sentindo um cheiro de laranjas trazido pelo vento. Até que os abriu, pelo barulho provocado pelo enorme caminhão de mudanças que estacionara do outro lado da rua. No mesmo condomínio de Algustus.
Cansara de ver tal cena, tirou as calças e deitou-se na cama.
Dormiu um sono diferente. Tivera sonhos excitantes. Sonhara com beijos, mordidas, mãos a deslizarem e costas por onde as suas deslizavam. Abrira os olhos vagarosamente, até ter terminado de dormitar. Viu que tudo estava escuro. Passou a mão pelo seu rosto, e viu que havia suado. Descendo-a pelo tórax e barriga, gotículas de suor se uniam e juntas ecorriam pelas costelas encharcando o colchão. Sentira também que estava excitado. Mordia os lábios pensando no sonho que tivera. Passara então as mãos pela barriga até o seu pênis ereto por baixo da cueca boxer. A sensação era diferente. Gostosa demais para terminar em uma simples e solitária ejaculação. Sexo solitário. Queria sentir um pouco mais o seu corpo que agora estava todo sensível ao simples passar de suas mãos.
Até que por um cair de consciência chato, lembrou de que era noite de uma sexta-feira:
-Puta merda, tô atrasado pra porra do treino.
Resolveu não tomar banho. Aproveitara o corpo quente para ir correndo.
Tirou a roupa e pôs o sungão, a touca e os óculos...
O primeiro mergulho provocara muitas bolhas, como se seu corpo estivesse realmente encadescente.
Ainda na piscina, pensava muito no sonho. Não se lembrava das formas, mas sim da sensação.
A pele era macia, e o cheiro, lembrava laranjas.
-LARANJAS, como hoje, o cheiro que eu senti.
Ele estava tão longe que havia esquecido que estava n'água. Logo se engasgou pois a última idéia não foi pensada, e sim dita.
-Quer saber, vou sair hoje!
Disse assim que se recuperara do susto, e viu que essa seria uma solução para a sua cabeça tão cheia.
Diogo estava namorando, e Fábio arranjara outros amigos que compartilhavam dos mesmos gostos. Isso fez com que seus diálogos se resumissem a apenas os 30 minutos do intervalo das aulas. Algustos não demonstrava, talvez por saber (experiência própria) que na mesma facilidade que as coisas vêm, vão também, mas sentia falta dos dois. E ele via que Fábio e Diogo também sentiam isso. Percebia, quando via que por todos os dias, a campainha do término do intervalo atrapalhava, sempre, a conversa dos três. Percebia quando via que nenhum deles, nem mesmo ele, sabia como se despedir. Via isso nas cabeças baixas. Percebia o último por sua cabeça também estar baixa.
Ele poderia achar aquele fim de semestre monótono como todos os outros. Não imaginava de onde aquele cheiro cítrico, trazido pelo vento poderia vir. Só que era agradável.
Chegava as ferias, e junto o verão. Os alunos que haviam passado, foram dispensados mais cedo. Algustus fora direto para casa, a pedido de Cassandra através de uma ligação. Avisava-o de que teria de ir para a Suíça a trabalho, e que ficaria o mês todo fora. Algustus não se abalou, e Cassandra menos ainda. Ela conhecia o ego( ela conhecia por ego, mas chamo de mentalidade) dele, e sabia que não seriam influências que abalariam as responsabilidades dele. Tinha certeza de que tudo estaria no mesmo lugar quando retornasse.
Porém, vendo a sua reação, quer dizer, a sua não-reação pois após ela ter-lhe informado, ele sentara no sofá e perguntara se era tudo, ela lhe perguntou se ele faria questão de uma secretária para tomar conta das tarefas domésticas... Algustus a interrompeu e, por poucos segundos a deixou com um nó na garganta a fazendo ouvir que desde os 10 anos de idade ele sabia muito bem lavar seus próprios fundilhos, visto que Cassandra não adimitia que pessoas estranhas frequêntassem sua casa, não se importando com nada, a não ser ao seu próprio umbigo.
-Não se preocupe comigo.
Talvez Cassandra o visse como um fiel escudeiro, e não como um filho. Estudando em colégios particulares, tendo uma educação aprimorada por mestres e doutores. Tudo para dar continuidade no que ela havia começado. Como se ela ainda quisesse viver depois de morta. Ele pelo menos pensava assim.
Sentira que aquele nó não seria difícil de ser engolido, mas que incomodaria sua mãe, resolveu subir as escadas. Jogou a mochila no chão e tirava a blusa enquanto ouvia Cassandra tirar o carro da garagem. Ele a olhou afastando-se. Sem despedidas.
Por uns minutos ficou na janela de olhos fechados, sentindo um cheiro de laranjas trazido pelo vento. Até que os abriu, pelo barulho provocado pelo enorme caminhão de mudanças que estacionara do outro lado da rua. No mesmo condomínio de Algustus.
Cansara de ver tal cena, tirou as calças e deitou-se na cama.
Dormiu um sono diferente. Tivera sonhos excitantes. Sonhara com beijos, mordidas, mãos a deslizarem e costas por onde as suas deslizavam. Abrira os olhos vagarosamente, até ter terminado de dormitar. Viu que tudo estava escuro. Passou a mão pelo seu rosto, e viu que havia suado. Descendo-a pelo tórax e barriga, gotículas de suor se uniam e juntas ecorriam pelas costelas encharcando o colchão. Sentira também que estava excitado. Mordia os lábios pensando no sonho que tivera. Passara então as mãos pela barriga até o seu pênis ereto por baixo da cueca boxer. A sensação era diferente. Gostosa demais para terminar em uma simples e solitária ejaculação. Sexo solitário. Queria sentir um pouco mais o seu corpo que agora estava todo sensível ao simples passar de suas mãos.
Até que por um cair de consciência chato, lembrou de que era noite de uma sexta-feira:
-Puta merda, tô atrasado pra porra do treino.
Resolveu não tomar banho. Aproveitara o corpo quente para ir correndo.
Tirou a roupa e pôs o sungão, a touca e os óculos...
O primeiro mergulho provocara muitas bolhas, como se seu corpo estivesse realmente encadescente.
Ainda na piscina, pensava muito no sonho. Não se lembrava das formas, mas sim da sensação.
A pele era macia, e o cheiro, lembrava laranjas.
-LARANJAS, como hoje, o cheiro que eu senti.
Ele estava tão longe que havia esquecido que estava n'água. Logo se engasgou pois a última idéia não foi pensada, e sim dita.
-Quer saber, vou sair hoje!
Disse assim que se recuperara do susto, e viu que essa seria uma solução para a sua cabeça tão cheia.
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